sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O que nos evidencia como cristãos dia a dia?




Dias festivos e período natalino traduzem bem o nosso espírito cristão, não é verdade? Não, não traduzem!

O verdadeiro espírito cristão nem combina com dias festivos ou espírito natalino. O espírito cristão está mais relacionado com o dia a dia de cada um de nós. Ou seja, com os 363 dias não festivos, nos quais de fato atuamos.

Mateus 25.31-46 Leia!

JESUS, certa feita fez menção ao verdadeiro espírito cristão quando descreveu no tempo futuro, a ocasião da sua vinda. Um momento festivo e de grande expectativa para todos ali presentes! De imediato àquele evento glamoroso, Jesus diante do Pai e de toda a realeza celestial que o acompanhava, toma a iniciativa de separar as nações ora convidadas. Na verdade todas as nações! De todas as épocas, reinos, países, vilas e tribos, estavam presentes àquele evento. Nem um só convidado deixou de estar presente ao evento. Afinal de contas era dia de festivo e ninguém costuma perder dias assim!

Ele então toma como decisão de fazer uma divisão. Simples! Uns a sua direita e outros a sua esquerda. E nessa divisão, as pessoas não eram separadas em razão de sua importância ou classe social; e sim, a que lado elas passariam a fazer a partir dali. ESQUERDA ou DIREITA com Ele ao centro, sendo marco divisor.

Em seguida, em razão ao grande número de pessoas ali reunidas, ele didaticamente nomeia aos de sua direita, chamando-os de ovelhas, enquanto os de sua esquerda de cabritos.

VOCÊ sabia que também estará presente neste evento?

O que nos evidencia como cristãos dia a dia?

Essa pergunta foi ali lançada, mesmo sem que ninguém a ouvisse. Ela soou de forma cristalina na MENTE de cada um ali presente. E nenhuma palavra se ouviu de toda aquela numerosa multidão.
Daí será de grande valor sabermos o que nos torna um cristão dia a dia.

Primeiro: O CONCEITO DE CRISTÃO É UNIVERSAL, aja visto que Jesus utilizou como base para todos os ali presentes!

O ser um cristão foi suficiente para o proposto. Sem necessidade alguma de trazer qualquer novidade. O conceito é mais que idêntico a todo lugar da esfera Global. O dialeto usado sem necessidade alguma de complemento explicativo. A própria consciência servia de tradutor ONLINE ao momento.

VOCÊ TEM SIDO UM CRISTÃO? (v.34) Vinde!
Novamente, Jesus surpreende a todos com sua SIMPLICIDADE!
 Ser um cristão não era o que muitos imaginavam;
 Ser um cristão não precisava de tanto preparo assim;
 Ser um cristão era só, ter obedecido a seus passos.

Na simplicidade é que demonstramos ser ou não cristãos.
 No acolhimento ao momento de desespero;
 Na palavra amiga em meio às acusações;
 No auxílio inesperado em face ao abandono de todos.

Foi exatamente isso que Jesus fez.
 Nunca precisou se vestir elegantemente para agir;
 Não precisou ir ao shopping comprar nada;
 Não precisou se preocupar com nenhum presente [cor/tamanho/marca]. Simplesmente FOI e FEZ!

VOCÊ NÃO FOI UM CRISTÃO? (v.35-36)
Jesus não usou de nenhuma dificuldade que pudessem acusá-lo de que dificultou as coisas para os homens.

 Ele definiu ser um cristão em valores BÁSICOS;
(1) Identidade [quanto me identifiquei a essas pessoas]?
(2) Tempo [quanto gastei em prol das mesmas]?
(3) Valor [que importância dei a elas]?
(4) Troca [que expectativa tive]?

 Ele definiu ser um cristão como ato de grande SURPRESA.
(1) Eu (JESUS) estava lá!
(2) Você fez a (MIM)!
(3) Não ESQUECI nada do que fez. Colossenses 3.23

Há mais prejuízo em deixar de ser cristão a passar por todas essas necessidades em vida. Nunca devemos ignorar a necessidade alheia, quando vem ao nosso encontro. O que fazemos pode nos causar grandes surpresas, o que deixamos de fazer, grandes decepções.

Segundo: O CONCEITO DE CRISTÃO É O ÚNICO A INCLUIR E EXCLUIR.
Jesus julgará toda a humanidade com base nele.

Jesus fala da Falta do Básico na vida de quem se dizia ser um cristão.

Apocalipse 20.12 Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.

Apocalipse 20.13 Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras.

Apocalipse 22.12 E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.

A SALVAÇÃO NÃO RESSALTA AS OBRAS, MAS QUEM DE FATO, SE CHAMA CRISTÃO, SIM.

Efésios 2.10 Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.

 O cristão sabe e faz de modo diferenciado;
 O cristão faz à semelhança do próprio Senhor Jesus;
 O cristão não conseguirá deixar de fazer.

São critérios que expõem a nossa ESSÊNCIA;
São elementos que mostram o nosso INTERIOR;
São meios de dizer quem SOMOS no ANONIMATO.

A SALVAÇÃO NÃO DÁ STATUS, MAS ATITUDE. (v.41)

Já pararam pra pensar em qual era a expectativa de muitos ali?

 NINGUÉM nominalmente! Cada OBRA sim!

É a hora de muito diploma teológico e eclesiológico CAIR!
 Cristão acadêmico aqui fica reprovado.
 Cristão de bando de igreja envergonhado.
 Cristão de fachada de fora.

Mateus 24.45 Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo?
Mateus 18. 33 não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?

Na presença de Cristo à hora da verdade de fato funciona. Não atingir pelas obras o conceito ou expectativa de um cristão, é estar em falta.

Por fim: O CONCEITO DE CRISTÃO TANTO É SÁBIO COMO O MAIS VALIOSO. Ele o disponibilizou para sermos cristãos neste mundo.

É próprio ao povo de Deus, socorrer o povo de Deus!
É o meio mais fácil, de se viver enquanto aqui na terra.
É facilitar as coisas para você mesmo!
É ser de fato um sábio.

Você tem entendido como ser um verdadeiro cristão?

Gálatas 6.10 Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.

I Timóteo 5.8 Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.

Hebreus 6.10 Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos.

SER PROFESSO CRENTE, NÃO É SER UM CRISTÃO.

Jesus distingue muito bem o que significa ser um professo e ser um autêntico cristão.

 Professo diz; não é;
 Professo se mostra; não faz;
 Professo se gloria; não serve;
 Professo é falso; não verdadeiro.
 Professo ainda é um DESCRENTE!

Porventura, eu falo de VOCÊ?

NÃO VALERÁ A PENA SER UM PROFESSO, NÃO CRISTÃO.

A única descoberta naquele dia será a de uma grande TRISTEZA.

 Não receberão nenhum ELOGIO;
 Não forão recolhidos à VIDA ETERNA;
 Não forão contemplados como bendito de meu Pai.

A vida pode ser muito passageira e o que nela fazemos; mas nada ficará esquecido por àquele que conhece TODAS as coisas.

CASTIGO e VIDA serão o que no fim, separará o destino de uma pessoa professa dos verdadeiros cristãos. Todo o glamour dessa vida de nada valerá! As datas festivas, nem nos lembraremos delas! Do que verdadeiramente fomos, não haverá como esquecer
Nossa palavra então é: APROVEITE BEM cada dia e viva como cristão!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Você cultua mortos?



Hoje é um dia em que os cemitérios de todo o país estão lotados. A final de contas é dia de finados! E tradicionalmente neste dia milhares de pessoas costumam acordar cedo e como ritual, se dirigem aos túmulos de seus, ente queridos para chorar, lembrar e “prover” de alguma forma algo em favor desses.

Não quero aqui medir ou tão pouco questionar os laços afetivos que a separação nem a morte não conseguiram anular. Pelo contrário, esses laços existem e certamente são dignos de honra. Mas, infelizmente como tudo que é perfeito se sujeita a imperfeição neste mundo, o dia de finados é um dia imperfeito, pois, tem levado milhares de pessoas a viverem de modo imperfeito e errado.

Nosso país é em sua constituição um país culturalmente idólatra. E não seria estranho que traços de idolatria também estivessem enraizados no que se celebra neste “Dia de Finados”. Ora, se entendermos ser necessário um dia para lamentar a perda ou lembrar a pessoa, não se dá a necessidade de um dia marcado em calendário!
Esta pessoa faz falta todos os dias e seu sentimento por ela deve ser constante, acredito! Mas, se o que está por traz desse dia e do que move milhares de pessoas a irem aos cemitérios é algo que foi inserido como uma busca por essa pessoa, na condição de ente querido; então se caracteriza um ato de idolatria. Um ídolo não precisa estar presente nem diante dos “olhos” para ser adorado. Basta que esteja diante mente e do coração. Passar a nutrir tal sentimento e relacionamento além de nocivo, trará profunda tristeza em razão da alma não poder descansar.

Calma! Talvez você esteja pensando que sugiro que a alma de seu ente querido esteja em aflição. Não posso tecer nenhuma afirmação a respeito por várias limitações: não o conheci, não sei como vivia nem tão pouco se professava verdadeira fé. Espero sinceramente que esteja em descanso! Sim, que só é possível se quando em vida providenciou o necessário para a sua partida, vida pós-morte. Isto se única e exclusivamente faz não através de obras, como se ensina. Mas, pela confissão pessoal de seus pecados a Jesus Cristo, o único capaz de providenciar verdadeiro descanso para a alma; quer em vida, quer já no esquecimento dos vivos.

Para o caso dessa pessoa não ter providenciado para a sua alma o descanso em Jesus Cristo, realmente não há como dizer que ela está descansando. No além ou eternidade como queiramos chamar, não haverá descanso algum para quem estiver sem Deus; isto é, sem Jesus Cristo como Mediador da Vida.
Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.João 14.6

E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.Atos 4.12
Ora, o mediador não é de um, mas Deus é um.
Gálatas 3.20

Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.I Timóteo 2.5

Depois da morte, não há mais o que fazer só “desfrutar”, se é que seja possível usar este termo para quem deixou este mundo sem a esperança da Vida Eterna.

E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo.Hebreus 9.27

Voltando para o assunto inicial, este sim é importante. Por ser ainda possível tratar com quem está aqui, no mundo dos vivos, você! Espero que essas palavras penetrem em seu coração e te permitam refletir sobre o que desejo. Espero que você realmente nutra o sentimento por quem fez parte de sua vida e ainda faz, de forma harmoniosa, saudável e que te conduzas a pensar nem tanto na morte ou vida, mas no autor de todas as coisas, Deus em Jesus Cristo.

Este é um dia para pensarmos em Deus. Refletirmos em seu propósito para nos doar vida aqui; e, no quão importante é “deixarmos” esta vida sem comprometermos a que se segue, a vida eterna. Algo que sinceramente pretendo neste momento é fazer com que saiba que nenhum idólatra por qualquer que seja o ramo ou objeto de sua veneração não terá parte com Deus, nem aqui, nem na eternidade. Tal pessoa não terá parte com a vida, nem celebrará uma eternidade em paz.

“Sabei, pois, isto... nenhum idólatra tem herança no reino de Cristo e de Deus. Efésios 5.5c

É preciso quebrar esse ritual que a centenas de anos se celebra, engana e escraviza. E, creio que isso só será possível para os que partem desse mundo deixando a compreensão para os que os amam que por eles, não necessitará tal comoção ou movimento. Creio que os que deixaram este mundo sem certeza de vida se pudessem, voltariam e impediriam seus familiares, amigos e conhecidos de participarem desse ritual que se faz neste dia. Deixar a prática como ato idólatra é possível, se você entender que na verdade necessita fazer algo por você que está vivo e nem tanto por quem nada pode desfrutar por estar morto.

Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Romanos 10.9
Pense nisso!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Oração, uma ajuda necessária.



Você é uma pessoa que gosta de ajudar?
Pesquisas apontam que pessoas que não gostam de ajudar, na grande maioria gostam mesmo é de receber ajuda.

Talvez, por conta que exercer ajuda pode parecer como algo extremamente complicado.
Inclui pessoas as quais não conhecemos;
Inclui pessoas das quais não gostamos;
Inclui repartir o pouco que temos;
Inclui dar tudo que temos;
Inclui até as frustrações, quando não conseguimos ajudar.

Em contra partida, ajudar se revela como algo extremamente necessário.
Necessidades surgem a todo o momento;
Necessidades acometem a todos: indistintamente a classe social, raça (cor) e faixa etária;
Necessidades são excelentes meios de ajudarmos.

João 15.17 Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.

Nessa passagem, Jesus desafia seus discípulos a amarem de modo diferente! Nem tanto como uma opção, como muitas vezes achamos. Mas, como um mandamento. Um mandamento que impõe sair do particular (eu) para o geral (próximo). Uma mudança que embora pareça simples, fará toda uma diferença para quem receberá o nosso amor.

Encarar o amor como um mandamento de vida, constitui em mesma medida encarar a ajuda como um mandamento.

Gálatas 6.1-2 Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.

Observe que o desafio de amar é algo tão complexo quanto o de oferecer ajuda.

Nessa passagem Tiago nos leva a uma descoberta ainda mais séria. Uma descoberta com profundas implicações! É que a nossa ajuda não deve ter nem cara nem nomes [preferências].

O foco não reside sobre às pessoas às quais ajudamos e sim, sobre às necessidades que tomamos conhecimento.

Muitas vezes deixamos de ajudar pelo simples fato que "cara e nome" vem primeiro a nossa mente. Nem tanto a necessidade, urgência ou caráter da nossa capacidade de ajudar.

Devemos estar sempre atentos para ajudar sem escolhermos a quem ajudar.


PENSE: Olhando para você, o que diria ser justo para receber a ajuda de Deus? Consegue vê algum merecimento?


II Coríntios 1.11 "ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos."


Muitos são os que desprezam o tempo de oração. As vezes por não encontrarem sentido, motivação ou até mesmo por puro descaso. Nessa passagem, Paulo impõe sobre os crentes de Corinto, o quanto ele precisava da ajuda deles. O quanto ele precisa de suas orações.

Você sabia que a sua oração constitui um dos mais poderosos e eficazes meios em Deus de oferecer ajuda?

PENSE: Quanta ajuda você pode oferecer orando?
Quando Paulo escreveu a igreja de Corínto, ele estava precisando de muita ajuda.

O termo usado por Paulo para ajuda é συνυπουργεω sunupourgeo.- ajudar alguém a fazer um trabalho. Tendo um trabalho a fazer, uma carga a levar, ele não demora em partilhar da sua necessidade e de pedir a ajuda dos irmãos.

Como ele faz isso? Pede às orações dos irmãos.

Talvez você não possa fazer muito por suas forças; talvez você não tenha condições financeiras para investir; talvez você não possa me seguir onde devo chegar; mas você pode fazer tudo isso orando.
Proposta: Peça mais a ajuda dos irmãos! Peça suas orações!
1) Ore com freqüência;
2) Ore com sigilo;
3) Ore com amor;
4) Ore.


Marcos 11.17 "...Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores."


Comparecer à Casa de Deus e aos cultos de oração é comparecer diante das várias necessidades a fim de oferecer ajuda.

Jesus esclarece que sua casa seja uma casa de ajuda e não de tirar proveito. Por isso, prestigie o quanto puder dos cultos de oração para que você possa ajudar mais irmãos e assim, amar mais, cumprindo o mandamento de Cristo.

Estejamos na Casa de Deus para oferecer ajuda – para orar.
Estejamos para cumprirmos esse mandamento de Deus. I Tessalonicenses 5.17

Tiago 5.16 "Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo."

A oração é um meio tão poderoso de ajudarmos uns aos outros, que ao falar de oração e seus efeitos, Tiago emprega o termo eficácia: grego: ενεργεω energeo = energia, poder, atuação, produção.

Não se trata de qualquer emprego de força;
Não se trata de qualquer ajuda.

Tiago 4.2-3 Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.

A grande lição que vejo ser oportuna para esse momento é: não pense que orando você oferece qualquer ajuda. Você oferece a melhor ajuda.

Você quer ser significante na vida de alguém? Ore por ela!
Se você não tiver alguém para orar, ore por mim.

Se você quer de alguma forma ajudar, você vai querer orar.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

E a comunhão com o irmão vai bem?




Pode não parecer, mas a boa comunhão entre irmãos é chave à todo o progresso na vida cristã. Tudo que ora realizamos ou teremos que um dia realizar, está de uma ou outra forma ligado à comunhão com os nossos irmãos. Uma verdade permeia todos os livros e acontecimentos bíblicos; quer do passado ou presente. Às vitórias e derrotas que o povo de Deus experimentou esteve sob o teto da comunhão ou da falta da mesma.
É engano pensar que chegaremos ao fim proposto por Deus, através do sangue de Jesus Cristo, sem vivermos em comunhão. Parece estranho, mas não é difícil achar um ou outro dizendo que não vive uma boa comunhão, mas algo parecido tem procurado desenvolver. Isso não é verdade, não pode acontecer! Não existe comunhão sem ser por natureza boa, agradável e perfeita. A comunhão é reflexo direto do conhecimento da pessoa de Deus, como afirma Paulo em Romanos 12.2.

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

A intensidade e extensão de nossa comunhão com os irmãos, não só medirá o nosso conhecimento de Deus, como o nível de sabedoria que exercitado dia a dia. Tiago 3.17

A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.

Saiba que procuro a todo o instante me desestimular a pensar assim. Sei que não é tarefa nada fácil, até porque muitas vezes não depende só de nós. Mas, o foco é quando depender, faça o possível para viver em comunhão, como nos estimula o Salmo 133.1

“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!”

Além da dificuldade que enfrentamos, temos que também vencer as constantes investidas de Satanás contra a comunhão. Querendo se passar como nosso amigo e aliado, ele trás consigo a idéia que os nossos irmãos são na verdade nossos verdadeiros inimigos.

Dias atrás, um crime chocou a cidade de Jaú, SP. Um irmão de 59 anos tirou a vida de suas duas irmãs, uma de 61 e outra de 65 anos e depois se suicidou. Após investigação, foi constatado que a causa de tamanha tragédia foi à partilha de bens. Em suma, a falta de comunhão é caracterizada não pelo desejo de partilhar os bens, mas, de tê-los todo. Não há partilha com Satanás, saiba disso, mas com os nossos irmãos há. Também não há como ficar com tudo! Os dons de Deus são por natureza, partilhado entre os irmãos.

Só há verdadeira comunhão entre irmãos, quando cada parte reconhece que não vive sem a outra, não podemos viver sem os nossos irmãos, não podemos viver sem comunhão. Que Deus assim nos convença e nos ensine a buscar a cada dia uma vida de comunhão. Amém. Pr. Sérgio Gledson

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Alimento Diário!




Você já leu a Bíblia hoje?

Alimentar-se pela leitura da Palavra de Deus diariamente é poder fortalecer todas às dimensões do nosso ser; em face das adversidades e desdobramentos que o próprio mundo nos trará.

Ter a certeza da presença de Deus bem ao nosso lado, é mais que um passo de fé! É um amparo para o nosso vigor físico, um aditivo necessário para a nossa disposição emocional e elos de funcionamento para a nossa criatividade intelectual. Deus supre-nos de tudo e no todo.

Consideremos juntos o Salmo 71 por exemplo.

Neste salmo, o escritor sagrado é alguém já experimentado quanto às possibilidades que a cada dia, todos nós estamos sujeitos a passar. Ou seja, o mundo dele é real e cheio de desencantos e dissaores, o nosso mundo. Um mundo que certamente não desejamos provar, muito embora exista!

Como parte do desejo de poder enfrentar os dias de modo produtivo o salmista então, recorre a presença Divina. Ele sabe que se depositado apenas às questões terenas, poucas ou nenhuma serão as chances de terminar bem àquele dia e os de outras jornadas.
Creio que o mesmo pensar deva ser admitido por cada um de nós. Ou seja, sem Deus, poucas ou nenhuma na verdade, serão as nossas chances.

No (v.6) por exemplo, fico a pensar em milhares de pessoas mundo a fora, que precisam de alguém para por exemplo: andar, levantar, tomar banho ou tomar uma simples refeição. Para tais pessoas que são por natureza dependentes, ora necessitam de moletas, ora de outras pessoas sempre presentes em suas vidas.

Na Bíblia e neste salmo em especial, descobrimos que todos nós somos dependentes de Deus por natureza. Ignorá-lo seria não só um ato de grande altivez, como de pura estupidez. Não podemos agir assim!

Outra dica que o salmo nos dá, destaca-se nos versos (vv.16-18). Nessa pequena porção, você poderá encontrar um grande conforto do Senhor presente e sempre a sua disposição; além de apresentar como promessa maravilhosa, o melhor plano previdenciário que existe e em pleno vigor e funcionamento no mundo. Este plano é capaz de superar crises momentâneas e mundiais, bem como decisões de governos.

Portanto, neste dia e manhã, te encorajo a buscar a Deus por meio de Sua palavra.
Saiba que estarei orando por você e suas vitórias! Amém.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Uma Igreja Disponível para Deus.





A igreja contemporânea tem demonstrado estar envolvida num de seus piores enlaces ou dilemas; de ainda se dispor ou não para o serviço de Deus. Sim, por incrível que possa parecer, tem sido cada vez mais evidente que a igreja contemporânea ao invés de se dispor, espera que o Senhor esteja sempre disposto para ela e não mais o contrário.
Outro dia convidado para abordar o tema: “Uma Igreja disponível para Deus”, indaguei quantos na verdade, ainda carregavam intacta, a visão correta do que é ser “Igreja Disponível”. E, pensando que o dilema tem se revelado do individual para o coletivo, do membro para corpo “Igreja” e de um organismo vivo para instituição; procurei focar no papel individual que cada membro tem, quando chamado por Deus para fazer parte da Igreja de Cristo e assim, se dispor a obedecê-lo em sua missão maior, a glória de Deus.
Tomo aqui a sua atenção para perguntar: E você, sabe o que é uma igreja disponível para Deus? Você se vê como parte da igreja? Você está disponível?
Responder a tais perguntas é mais que expressar uma ou outra definição. É saber exatamente a relação que há entre a resposta e a sua pessoa.
Igreja é um organismo em pleno funcionamento, que se não estiver disposta a servir ao propósito de Deus, fica em estado de morte. Condição esta, que Deus não deseja para nenhum de seus membros.
Texto: I Samuel 15
Apesar do texto acima não tratar diretamente da dispensação da igreja, ora só revelada no futuro, gostaria de analisar o papel e responsabilidade individual de cada membro, quando aí sim; a semelhança do chamado para se dispor feito por Deus a Saul, encontra em nós atitude semelhante ou contrária a da passagem.
A disposição ou não disposição de Saul em atender ao chamado de Deus, pode perfeitamente sintetizar a atitude de muitos membros e até da igreja contemporânea. Saul tipifica a visão moderna de se dispor a Deus, tendo como prioridade se servir, ao invés de servir.

Pergunto: Saul te representa? Saul tipifica a sua igreja?
A primeira atitude de uma igreja (pessoa) disponível para Deus é: ATENTAR PARA A SUA PALAVRA. (vv.1,11)
A regra é primária. Não pode haver disposição se não houver ou não se souber a verdade. Como podemos servir a Deus, se não soubermos o que Ele espera ou deseja de nós?

ATENDER PARA PALAVRA É O VÍNCULO DE QUALQUER DISPOSIÇÃO.
O que então, pode impedir tal disposição para com a Palavra?
 Altivez de espírito (interna). (v.8)
 Desejo de obter vantagem em tudo (externa) (v.9).
 Desprezo para com a sabedoria de Deus.
Deus não estava provando entre coisas aprazíveis e desprezíveis, como Saul naquele momento achou. Deus estava provando o coração quanto a verdadeira disposição em atendê-lo.
Saul, como muitos hoje em dia, fazem deduções erradas quanto a essência do chamado de Deus.
Na Bíblia, descobrimos que é impossível alguém superar a Deus em questão de conhecimento e sabedoria. E o texto de Paulo aos romanos nos mostra isso. ROMANOS 3.10-18
Sem obediência a Palavra, não haverá vínculo ou disposição para se atender ao chamado de Deus.

O NÃO SE DISPOR A ATENDER A PALAVRA PODE SER CARACTERISTICO DO EQUIVOCO VANTAJOSO QUE ALGUNS JULGAM TER PARA COM DEUS.
O engano de Saul muito provavelmente seguiu um desses fatores.
 Minha posição é o vínculo que tenho com Deus (rei);
 Os que estão comigo fará o vínculo com Deus (soldados);
 A vitória que alcançarei dará o vínculo com Deus;
 A minha “sabedoria” no desenvolvimento do que Deus me pediu, fará o vínculo com Deus.
 As desculpas que darei, manterá o vínculo com Deus. (v.15 “Mentiu/Projetou”)
Centrar-se na Palavra de Deus é a porta para uma perfeita disposição. Disposição que além de acertada, será aceita por Deus.

A segunda atitude de uma igreja (pessoa) disponível para Deus é: NÃO POR EM DÚVIDA A PALAVRA DE DEUS. (vv.1,11)

Quando se faz o contrário do que Deus nos pede para fazer, não é só um caso de DESOBEDIÊNCIA que se pratica contra Deus, é também um INSULTO ao que vem como verdade.
Quando uma palavra é colocada sobre outra é porque se acredita que esta, seja verdadeira, enquanto a outra não! Pelo menos para a pessoa que a considera. No caso de Saul, o problema é duplamente grave! Porquanto, a pessoa que pedira foi Deus e a palavra dita era a do próprio Deus.

TODA PALAVRA DE DEUS É VERDADEIRA. (vv.10, 20)
Imagine a situação que você ficaria entre duas pessoas que ama! Imagine ter que confiar em uma delas, sendo que as duas dizem falar a verdade para você!
Situação semelhante ficou Samuel.

NEM TODA ATITUDE É VERDADEIRA. (v.23) A Mentira enfeitiça-nos...
A Palavra de Deus encontrou um coração não disposto em atender a verdade. Esse foi o problema inicial de Saul, o seu coração. Analise com cuidado o que devemos aprender com estas passagens:
 NÚMEROS 23.19
 SALMO 33.4
 ROMANOS 3.4

Quanto do que temos feito para Deus, realmente é fruto do que nos pediu para fazer? São decisões de Deus ou nossas na verdade? Quanto que medida pelo crivo da Palavra ou provado pelo fogo, continuará a existir?

A terceira atitude de uma igreja (pessoa) disponível para Deus é: SABER AVALIAR BEM AS CONSEQUÊNCIAS QUE UM DESVIO TRAZ. (vv.1,11)
Saul revela um tipo comum de pessoa que congrega em muitas igrejas. Ele pouco ou nenhum caso faz do que é estar com Deus, andar com Deus e agradar a este Deus.
 Há muitas igrejas (pessoas) tomando esta posição.
 IGNORAM os benefícios de se andar com Deus.
 SUPERVALORIZAM os malefícios que o distanciamento traz.

MUDAR DE UM CAMINHO SÓ SE JUSTIFICA SE PARA MELHOR.
No caso de Saul, nenhum benefício houve com a troca que fez. Porque na verdade, nunca haverá nenhum benefício para quem troca o Senhor. Observe o contraste nestas duas passagens!
 DEUTERONÔMIO 11.13-14
 GÊNESIS 4.12,14; (I Samuel 15.22-23)
A igreja que muda seus caminhos deixa de prosperar! Não se deixe enganar com os rituais e ofertas que permanecem, todos eles de nada valem perante Deus.

 ISAÍAS 1.11-14 - O que despreza, torna-se desprezível.
 FILIPENSES 4.18 - Não perca a essência do que Deus espera receber de você e de sua igreja.

Nenhuma oferta é mais desejável para Deus, que receber de sua igreja sacrifícios de amor, respeito e obediência.

A quarta atitude de uma igreja (pessoa) disponível para Deus é:SABER LIDAR COM OPINIÕES CONTRÁRIAS. (v.24)
Você sabe lidar com opiniões contrárias?
Você é do tipo que procura satisfazer a todos?

QUANTO VALE A OPINIÃO DE DEUS PARA UMA IGREJA, DISPOSTA?
 Salmo 10.13 – Decisão pelo que Deus se interessa.
 Josué 24.15 – Decisão difícil porque a priori é pessoal.
 João 4.4 – Decisão pelo que Deus espera ver em nós.
 Atos 5.29 – Decisão tanto para a vida como para morte.
 II Coríntios 5.10 – Decisão para tudo em nossas vidas.

Você nunca será plenamente pelo fato de dizer sim para todos.
A pessoa que costuma dizer sim para todos mente! Porque em essência, diz não para as mais importantes de sua vida, Deus e ela própria.
Saber lidar com o sucesso é saber lidar com as opiniões contrárias. Nem todos alcançam o sucesso na vida por conta de dar mais ouvidos as opiniões contrárias em detrimento da opinião de Deus.

A última atitude de uma igreja (pessoa) disponível para Deus é: SABER LIDAR COM A GLÓRIA DE DEUS. (v.29)
O que é a GLÓRIA de ISRAEL ou da própria IGREJA?
Na campana que Saul fez ao cercar o território dos amalequitas, fica claro que ele não tinha nenhum compromisso com a Glória de Israel.

ELE SE INTERPÔS À GLÓRIA DE ISRAEL. (v.5-6; 8)
Nada deveria estar entre a Glória de Israel e o próprio Israel (povo). Mas, Saul não quis oferecer esta visão a ninguém.
Ele quis oferecer uma misericórdia que superasse a de Deus, quando dispensou os queneus, que naquele contexto, estava inserido no meio dos amalequitas, tipificando uma aquisição do maior sobre o menor. (v.8-9)
Ao contrapor às ordens de Deus, ele se revela como “mais” sábio ou de idéias “brilhante”, poupando assim o melhor do gado e poupando seu maior troféu, Agague. (v.9)
O desfecho dessa atitude fica comprovada; quando chegando ao Carmelo edifica um monumento “colna” em seu nome e, dando volta nele, certifica a atenção que todos deveriam dar ao mesmo. (v.12)
Uma advertência é dada na Palavra de Deus a todos quantos queiram seguir os passos de Saul.
 ISAÍAS 42.6
Por sua vida e por tudo que faz quem tem recebido a glória?
Chegamos às conclusões finais desse tema, afirmando as seguintes condições:
 Saber lidar com a GLÓRIA de Deus é estar sempre disponível ao seu chamado;
 Saber lidar com a GLÓRIA de Deus é estar fundamentado em Sua Palavra;
 Saber lidar com a GLÓRIA de Deus é poder agir diligentemente em meio às opiniões contrárias.
Saul desenvolveu ainda em seu tempo o que tem sido muito freqüente nos dias de hoje. Acreditando que atribuindo a culpa de suas más ações e não disposição a terceiros, Deus iria isentá-lo da responsabilidade pessoal quanto ao que lhe encarregou.
Não! Deus não isentou a Saul nem vai fazê-lo com você ou a mim.

Um coração disponível é o que Deus procura em meio a um palheiro de igrejas indispostas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

No Monte da Provisão




No ataque terrorista de 11 de setembro nos EUA, não foram só as vítimas daqueles dois “arranha céus” que foram atingidas. Muitas decisões estavam marcadas exatamente para serem tomadas naquela manhã.

Conta-se que doze horas depois do ataque, uma jornalista que estava ali perto, tinha um maço de folhas nas mãos de um montão que saiu voando pelos buracos abertos com o impacto dos aviões.

Eram Contratos financeiros bilionários;
Propostas irrecusáveis de emprego;
Processos inadiáveis de aposentadoria etc.

Com as milhares de vidas foram também milhares de outros sonhos!

Pensando um pouco nos planos ali frustrados, pergunto:
Quais projetos você tem como certo que irá concluí-los?
Pessoais, profissionais, emocionais?
Presente ou futuro?
Seus ou para a sua família?
Material ou espiritual?

Quais você acha que precisam da intervenção de Deus para
concluí-los?

O que você faria se tivesse a certeza da intervenção do Senhor?
E se Deus te propor-se algo para executá-los, você toparia?

Diante de tantas perguntas, vejamos o que Deus pode nos responder nesta ocasião.

Gênesis 22.14 “E chamou Abraão o nome daquele lugar o SENHOR proverá; donde se diz até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá.”

Este Monte é o Monte que serve de símbolo de todos os nossos DESEJOS.

É o Monte que chegando nele, daríamos tudo para não mais sair.
· O Monte de Paz;
· De Benção;
· De Provisão;
· De Felicidade;
· Dos Desejos e Realizações;
O MONTE do SENHOR!

Abraão chegou àquele monte conduzido pelo próprio Deus.
Deus espera que um dia também cheguemos lá.


O que precisamos então fazer para que Deus nos leve ao Monte da Provisão?

Abraão tinha toda a certeza de ser àquele, o lugar.

(a) De onde ele tirou tanta segurança?

(b) O que fez depositar tanta esperança de vida nessa certeza?


Idéia: Deus levou Abraão àquele Monte por uma prova de amizade.

II Crônicas 20.7 Porventura, ó Deus nosso, não lançaste tu fora os moradores desta terra, de diante do teu povo de Israel, e não a deste à semente de Abraão, teu amigo, para sempre?
Isaías 41.8 Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi, semente de Abraão, meu amigo,
Tiago 2.23 e cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.


Muitas vezes já cheguei a dizer que: “crer é poder!” Hoje, porém, estou mais propenso a dizer que: “crer é esperar ou saber esperar”.

· Chegar ao monte foi resultado de um ATO DIVINO.

· Deus quis LEVAR Abraão atéàquele MONTE.

· No monte da PROVISÃO não chegamos sozinhos.

Só como amigo é que Abraão chegaria àquele monte.
·
Obras não promovem a chegada ao Monte da Provisão;

· Trapaças não facilitam a chegada ao Monte da Provisão;
Amizade é o requisito necessário para se chegar ao Monte.



DEUS QUERIA VÊ-LO REALMENTE AQUELE MONTE.

· Deus sabia das mais íntimas necessidades de Abraão.

· Abraão, contudo, tinha que entender o porquê de estar ali;


ESTAR NO MONTE NÃO ERA SEGREDO, O CHEGAR SIM!

· As PROMESSAS não nos são segredo, alcançá-las, sim

· O nosso FURURO também é semelhante!

Conquistas quando vindas da parte de Deus são na verdade promessas! Cristo às conquistou por nós na cruz.


Implicação: Deus tem como desejo levar-nos ao Monte da Provisão. Quando chegar ao Monte do Senhor O veremos ao nosso lado.


A Bíblia assegura pela própria história de vida de Abraão, que a amizade entre ele e Deus, não foi uma amizade “comprada”.

NOTE: Deus não compra amizade. Não é difícil encontrar hoje em dia esse tipo de amizade comprada. Amizades comumente conhecidas como “quites da fé” vendidos e oferecidos facilmente.

· Deus nos convida a ter uma amizade sincera!

· Como propôs a Abraão.

ABRAÃO TINHA UM DESEJO, ENQUANTO DEUS, TINHA UM PEDIDO.

· Você tem um desejo?

· Sabia que Deus tem um pedido?


QUAIS OS DESEJOS DE ABRAÃO?

· Prosperidade;

· Longevidade;

· Felicidade;

· Posteridade.

Para todos os desejos Abraão ele só precisava de “idade”. E isso ele não tinha mais.

· Para muitos dos nossos desejos não há mais idade;

· Não há mais condições de alcançar;

· Não sabemos mais como alcançar.


QUAL O PEDIDO DE DEUS: SAIA COMIGO.
Simples, não é?

· Um pedido que não tem data de validade. Mateus 11.28

· O chamado de Deus é para sair da INCREDULIDADE.


Gênesis 12.1-3 “Sai da tua terra, da tua parentela...”

Abraão é convidado por Deus para sair do berço de sua incredulidade [abandonar] – os semitas eram politeístas e sincretizavam Deus à natureza, Terá [sig.:lua] e ficar ali na mesopotâmia era seguir o aparente e não o real.

DEUS CHAMA ABRAÃO PARA CONHECER O TAMANHO DE SUA FÉ.

(1) Ser amigo de Deus é atender ao seu chamado;

(2) Ser amigo de Deus é crer;


Gênesis 13. 17s “Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na sua largura; porque eu ta darei. E Abrão, mudando as suas tendas, foi habitar nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e levantou ali um altar ao SENHOR.”


DEUS CHAMA ABRAÃO PARA EXPERIMENTAR DE SUA FÉ

(1) Ser amigo de Deus é obedecer-lhe a todo custo;

(2) Ser amigo de Deus é percorrer longas jornadas com ele.


Gênesis 15.6 “Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça.”


DEUS CHAMA ABRAÃO PARA DESFRUTAR DE SUA FÉ.


Gênesis 21. 5-8 “Tinha Abraão cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho. E disse Sara: Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo. E acrescentou: Quem teria dito a Abraão que Sara amamentaria um filho? Pois na sua velhice lhe dei um filho. Isaque cresceu e foi desmamado. Nesse dia em que o menino foi desmamado, deu Abraão um grande banquete.”


Implicação:
Nossa maior vitória será o de sermos na vida amigos de Deus.
Abraão nos ensina que a essência da fé é arriscar-se em Deus.
Os que se arriscam em Deus serão plenamente providos por ele.


Conclusão: Peçamos a Deus para em nossa jornada, não retiremos os nossos olhos do Monte do Senhor.
Se, temos desejos para serem cumpridos por Deus, devemos ter como certo que Deus tem pedidos a nos fazer.


As promessas de Deus são próprias aos que ele chama de amigos.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pai e filho diante do mesmo espelho.



"Disse Israel a José: Já posso morrer, pois já vi o teu rosto, e ainda vives." Gênesis 46.30

Sempre que vemos casais aà vésperas da chegada de seu bebê, percebe-se que além da criança; cria-se a expectativa de verem e ouvirem com qual deles o bebê se parecerá mais; não é verdade? Por conta disso, não é difícil ouvir até “forçosamente” até como que em brincadeira, destaque de um ou outro traço que ligue a criança ao pai, a mãe ou até mesmos os dois!
Carregar os traços dos pais é possível, devido às semelhanças de genótipo, fenótipo, locus e outros elementos físicos herdados pelos pais.

Algo semelhante acontece em paralelo a outros campos da vida; como o intelectual, emocional e espiritual, que se estende da criança indo até a vida adulta. I Coríntios 11.1; Filipenses 2.2

No versículo citado acima, pode parece estranho a um pai, dizer tais palavras a seu filho,no caso de Jacó a José. Mas, se você já leu ou conhece a história deles, logo lembrará que ambos tiveram suas vidas marcadas e até mesmo interrompida no passado.
Mesmo distantes, pai e filho permaneceram unidos pelas características que um tinha recebido do outro.
Biblicamente José foi um tipo de Jesus, representando o intento de ser vendido por seus próprios irmãos e injustiçado como um estranho. Deus tinha então, muito a nos ensinar através desses dois personagens, pai e filho.

A singularidade na aparência entre pais e filhos, reside na proposta de vida que Deus lhes oferece.

Em que consiste esta singularidade?
QUE A HISTÓRIA DE UM PAREÇA COM A DO OUTRO. (v.30c “Já posso morrer...”)

O espírito por trás das palavras de Jacó é duplo. Tanto de satisfação, como de dever cumprido. Pois, suas buscas e realizações de vida, tinham chegado ao fim. Não se trata aqui de realizações mesquinhas e efêmeras, muitas vezes presentes na vida de alguns pais por coisas materiais. É como se Jacó tivesse nas mãos um grande “Quebra-cabeças” de milhares de peças e faltasse a peça de maior sentido, a que mais desejo lhe despertava, uma peça-chave, seu filho amado, José.

SUA VIDA, SEU FILHO. (Gêneses 37.1-4)
Note que no momento em que o escritor sagrado inicia o discurso falando da vida de José, ele situa-se na história de seu pai, Jacó. Alguns até podem achar que nada passou de um engano; mas o Espírito de Deus propositalmente conduzia a revelação dessa forma. Jacó tinha em José, àquilo que não pôde ter em seus outros filhos, características próprias, sinceras e espirituais.

SEUS ESFORÇOS, SEU FILHO. (Gênesis 36.3b)
“... fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas.”

A túnica foi apenas um símbolo entre muitos outros gestos de amor e serviço compartilhado entre eles. José era um filho obediente, atencioso, disposto, amável, um confidente. Características divinas e que certamente enchem qualquer coração de pai.
Nada mais natural que Jacó trabalhasse em prol dele, algo comum a pais que amam seus filhos e querem prover para a felicidade deles. Isaías 64.4; João 5.17

Lucas 11.11 E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?
Provérbios 13.22a O homem de bem (bom pai) deixa uma herança aos filhos de seus filhos.
II Coríntios 12.14 Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos.
Assim, não vemos nenhum excesso nas ações de um pai que bem se identifica com seu filho.

Ter diferentes histórias é ter diferentes ações. Ter diferentes histórias não constitui como o ideal de Deus, entre pais e filhos.

QUE O SENTIMENTO SE PAREÇA COM O DO OUTRO. (v.30 “... pois já vi o teu rosto, e ainda vives”.)
As palavras de Jacó externam o que estava guardado há anos em seu coração. Um anelo de esperança que por vezes e com o passar dos anos, sobreviveu tanto às aparências como as provas a ele apresentadas; algo tido como irracional e impróprio. O sentimento era assim; a dor e angústia, nasceram no mesmo instante de sua esperança, de que um dia pudesse rever a José.

SENTIU-SE ROUBADO NOS SENTIMENTOS. (Gênesis 31-35) “... recusou ser consolado...”.
José não se parecia com seus irmãos; mas a seu pai, Jacó. Na verdade os filhos de Jacó eram bem diferentes dele também. Por isso, a recusa de Jacó em ser consolado.
Treze anos se passam, mas o sentimento é o mesmo! O que nos leva a compreender que o valor de um filho é nas características deste, nos sentimentos que juntos criamos.

SENTIU-SE ROUBADO DA VIDA. (v.35c “Chorando, descerei a meu filho até a sepultura”.)
A revelação de Jacó é semelhante à de seu antepassado Abraão e de seu sucessor, Davi. Todos eles foram pais e manifestaram a crença de rever seus filhos mesmo depois de mortos. Certamente que só pode crer nisso, quem crer na ressurreição proposta pelo Messias, o Senhor Jesus. João 11.25
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.
A certeza é bem mais a que se atribui como “destino” comum a vivos e mortos. Na verdade, sua dor e desejo eram de mesma proporção, como já falamos. Em que o desejo deste pai era de um dia poder reencontrar seu filho, por isso nutria esse amor.
José completava a vida de seu pai, Jacó. Uma confirmação do que o salmista diz do real significado dos filhos no plano de Deus. Salmo 127.3

Singularidade nas palavras deve refletir singularidade de sentimentos; estes devem ser sinceros e puros.

QUE A VITÓRIA DE UM SEJA A VITÓRIA DO OUTRO.
Deus prepara o retorno de José ao seio de sua família. Mais precisamente ao seio de seu pai.
É bom notarmos que mesmo depois de se tornar importante, rico e bem-sucedido no que confere a uma vida bem-sucedida. José ainda guardava um valor que a tudo era superior; os laços familiares, o amor de seu pai. Gêneses 43.7
“O homem nos perguntou por nós e pela nossa parentela dizendo: vive ainda o vosso pai?”

José não se sentia vitorioso sem ter seu pai junto a si. Gêneses 43.26-27; 45.1-5
Então, José, não se podendo conter diante de todos os que estavam com ele, bradou: Fazei sair a todos da minha presença! E ninguém ficou com ele, quando José se deu a conhecer a seus irmãos. E levantou a voz em choro, de maneira que os egípcios o ouviam e também a casa de Faraó. E disse a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele. Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós.

VITÓRIA PARA O FILHO ERA A DE PODER PARTILHAR DO QUE DEUS TINHA CONCEDIDO COM SEU PAI. Êxodo 20.12
Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.
Os filhos são abençoados por Deus por honram seus pais. Enquanto, os pais são dados por Deus para receberem da honra de seus filhos se possível em vida.

VITÓRIA DO PAI É PODER ESTAR NA PRESENÇA DE SEU FILHO. Gêneses 45.9, 13, 26-28
A história toma um desdobramento muito diferente daquela que os irmãos de José tiveram quando o venderam para a caravana de ismaelitas.
As injustiças vividas e sofridas por este pai e seu filho, foram todas reunidas por Deus e transformadas em bem. Porque Deus nos ama como a filhos.

O que de bom aprendemos dos nossos pais, com eles devemos partilhar. Honrar é proporcionar de igual ou maior valor o bem que recebido.

Gostaria de finalizar, aplicando ao texto uma verdade bíblica e pessoal que tenho experimentado. Uma verdade que se bem entendida, enriquecerá os relacionamentos, quando não, causa profundas feridas em ambos, pai e filho.

Pais e filhos quando verdadeiramente se amam não se separam. Amém!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sonho ou pesadelo?



Quando foi a última vez que você teve um pesadelo? Caso lembre quando, como foi? Como seria a sua vida se este se tornasse em realidade?
Alguns nem precisam sonhar! Basta à realidade que vivem; isso já é um pesadelo!
Sonhos que se transformam em pesadelos!
A Bíblia trata os sonhos como o produtos das muitas atividades que se acumulam em nossa mente. Eclesiastes 5.3 Alguns desses sonhos, vêem carregados de corrupções adquiridos na vida. Vividas ou não. Por isso, são chamados de “fruto” da nossa consciência.
Todavia o problema não é sonhar! E sim, quando um sonho se torna realidade e este, tem um final angustiante, em pesadelo.

Deus é Senhor sobre os sonhos e pesadelos, porque é Senhor na realidade.

Gêneses 41.1-7; 15-16; 25-36

Hoje, aprenderemos que sonhos, mesmos estando ainda em nossa mente, são capazes de nos atormentar grandemente. Independente da coragem, força, poder e prestígio que uma pessoa possa ostentar. Isso é evidente na pavorosa experiência de Faraó, senhor do Egito. E, não ache que Faraó era homem medroso! Ele bem que se parece com muitos de nós. Quando tememos que os nossos pesadelos tornem-se realidade.

Como encontrar o descanso de Deus em meio aos pesadelos, quer sejam reais ou não?

Inicie sendo GRATO. I Tessalonicenses 5.18 Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.
A gratidão é própriada a todos os momentos e circunstâncias da vida. Além disso, é também um mandamento de Deus para todo o crente.

Precisamos despertar do pesadelo!
Ao despertar do duplo pesadelo, Faraó reuniu às pressas, todos os sábios e encantadores para que pudessem ajudá-lo a despertar “decifrar” do sonho. Todavia nenhum deles pode fazer.
Que alivio é poder acordar de um pesadelo, não é mesmo?
Pelo que parece, mesmo acordado, Faraó continuava inserido no pavoroso pesadelo. Ele tinha que encontrar alguém que pudesse compartilhar daquela dura experiência, mas não encontrou.
Após horas de fracasso, buscas e consultas, um de seus criados, que outrora vivera a mesma experiência, lembra de um jovem rapaz, esquecido num cárcere vivendo um pesadelo doloroso de vida, era José.

Gratidão por poder despertar ao lado de Deus.

José foi preparado por Deus, para àquele terrível momento. Ele vivia até então, um pesadelo real. Só José poderia fazer com que Faraó, descobrisse que não importa se em sonho ou acordado, existe um Deus que é Senhor tanto dos sonhos e pesadelos, quanto da realidade da vida.

José era grato a Deus, por saber que o tinha sempre ao seu lado. Hebreus 13.5c aplica-se a sonhos também.
Só precisou de uma oportunidade e logo ofereceu para Faraó a chance de confiar em Deus. Gênesis 41.15s; 25,28

Gratidão por descobrir que Deus não muda.

Deus o acompanhava em cada lugar, cada momento e diante de todos! Por isso ele era diferente. Nós somos diferentes também! Temos a Palavra de Deus que de modo antecipado, nos mostra que podemos descansar nEle.

Outra verdade é:
Mantenha a PERSPECTIVA. (v.8 “espírito perturbado”)

Àquele sonho ora pesadelo, mudou por completo a perspectiva de Faraó; e pode mudar a nossa também!
Pela falta de respostas, sentido, motivos, ajuda ou qualquer outro sofrimento que agora não podemos decifrar. É assim que sonhos se tornam em pesadelos e estes em realidade.

Procure o que é prioridade, pois, essas costumam mudar (vv.29-31)

É maravilhoso observar que no sonho de Faraó, somente duas etapas foram reveladas. A terceira, a mais assustadora, não! Ela seria fruto da perspectiva e atitude que o próprio Faraó deveria tomar.

Por mudarem as prioridades, esqueceriam das passadas!

Aprendemos que em meio às crises, não dá para viver sem ter prioridade; sem ajustes e reservas. Isso implica em tomada de consciência, que gera atitude e esta, leva-nos a progredir.

Aceite o que agora, você tem. (vv.33s)
Para alguns, parte do pesadelo ou próprio pesadelo é não reconhecer a nova fase de vida que terá de levar. Isso certamente não é algo fácil, por isso que ter a certeza da presença de Deus faz toda a diferença.
Seriam sete anos de fartura e abundância, belas paisagens as margens do Rio Nilo, brisa e alegria. Depois, sete anos de fome, sequidão e impaciência. E um desafio: o que agora você pode fazer para o amanhã?

Pense em você! (vv.34s)

Mudar atitudes, sem mudar o pensar e o coração não funciona.
Até mesmo os pesadelos, devem provar; formar e aprovar o nosso caráter. Devemos sempre, sair melhores de cada desses ajustes.

Procure ALIAR-SE com os melhores. (v.37-39)

Enfrentar um pesadelo já algo bastante ruim. Ter ao lado uma pessoa que não possa te ajudar é pior ainda.
Louvo a Deus, por àqueles que Ele tem levantado e colocado ao meu lado nos momentos ruins.

Sobreviver é ter ao seu lado o melhor aliado, Jesus.
Quais são os teus agora?
Onde chegará com eles?
O que poderão te dar?
José sempre procurou bons aliados! Deus o principal!
Faraó tinha encontrado o melhor de todos para aquele momento. Deus o colocara em sua vida. Peça o mesmo a Deus?
Peça a ajuda certa a pessoa certa. (v.38; Isaías 9.6; Salmo 33.11)
Não nascemos para viver sem precisar uns dos outros.
Você não viverá sem Deus!

Por fim, ESPERE.

Embora Deus não revelasse a terceira parte do sonho, esta viria.
Só podia ser contemplada com a calma, sabedoria e confiança já colhidas em experiências passadas.
Mais dias ou menos dias, Deus mudará a tua sorte. Jó 42.10
Mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o SENHOR deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra.
Como precisamos aprender a esperar, não é mesmo?
José tinha esperado treze anos de sua vida pelo Senhor, e, quando o vemos sair do pesadelo que vivia, temos a figura de um homem tranqüilo, sereno e espiritualidade pronto para mais uma experiência com Deus.

Aprenda a esperar diante do NADA.

Muitas vezes a situação é semelhante ao sonho de Faraó. Apenas duas etapas, quando na verdade o que queremos é ter e chegar numa terceira. Mas, é com a paciência que a alcançaremos. Salmos 46.10; Salmo 37.25; Filipenses 4.13.

Aprenda a esperar diante do TUDO.

Mesmo que você tenha tudo a mão, ainda assim não justifica que você possa fazer tudo que pensa, quer ou deseja. Muitas vezes a ruína de um homem se dá quando ele tem tudo à mão. É preciso depender de Deus e esperar o que de melhor ele nos dirá para fazer.
Quer vê sonhos se realizarem e não se tornarem em pesadelos? Quer vê pesadelos se tornarem sonhos, mesmo que sejam reais?
Então, você e eu só precisamos aprender a esperar no Senhor!

Acordar de um pesadelo só será possível se você entender que não passou de um sonho apenas, e isso, só se alcança com a presença de Deus ao seu lado.

Lembremos das palavras do Salmista. Salmos 23.4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.

quarta-feira, 22 de junho de 2011




Você já ouviu falar de “crente pavão”? Algo assim é possível, porque apelidar é algo muito natural para nós brasileiros. Alguns apelidos são inofensivos, outros não. Alguns captam alguma característica física do tipo, um olhar, o modo de falar, o andar etc. Há apelidos que mais parecem uma forçação; mas a grande maioria tem semelhança com algo na pessoa. É o que julgam do apelidado “Crente Pavão”!

(1) Anda sempre com a postura de “rei”;
(2) É averiguador em tudo e sobre todos;
(3) Acha-se o mais (bonito) entre os que estão a sua volta;
(4) É altivo mais precisamente soberbo;
(5) Mostra-se incapaz de olhar para a feiúra dos seus próprios pés.

Embora se trate de um quadro apenas ilustrativo, sempre há alguém assim perto de nós, não é verdade? São pessoas que costumam ter excessivo prazer por si. Não que isso seja algo ruim, mas, somado a tal atitude, existe a atitude de depreciar com muita facilidade as pessoas que a sua volta.

Em contra partida, encontramos que a Bíblia traz algo semelhante a isso. E, todas as vezes que encontramos paralelos na Bíblia, isso deve despertar em nós, imediato interesse em procurar saber o que Deus tem a nos dizer a respeito. Neste caso, o perigo de ser apelidado e conhecido como “Crente Pavão”.

Texto: Lucas 18.10-14

Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.

Alguns destaques introdutórios e importantes devem ser feitos:
(1) Mesmo se tratando de uma Parábola, Jesus não fala de algo distante;
(2) Ele mostra que o orgulho também penetra o campo da espiritualidade;
(3) Jesus assegura que o orgulho espiritual é danoso às vias de comunhão;
(4) Por se tratar de um pecado, o orgulho tem suas facetas: há o orgulho material; há o orgulho intelectual e o pior deles; o orgulho espiritual.

Distintamente, o orgulho espiritual difere dos demais por ter “casa própria”. Ele reside no íntimo do coração. É gerado internamente, e pode levar a ruína eterna.

A nocividade do Orgulho Espiritual na vida, é que ele é a causa principal das: Discórdias; Facções; Dissensões; no seio religioso.

Quais seriam as prováveis causas que podem gerar o orgulho espiritual na vida de uma pessoa?



A primeira causa é: FALTA DE AUTO-AVALIAÇÃO. (v.10-11)
Não se sabe se estes dois judeus eram conhecidos, amigos, vizinhos ou parentes. O certo é que mesmo indo a caminho do templo, um deles se preparava para o que chamamos “trairar”. Isto é; enaltecer sua imagem depreciando a de quem bem ao seu lado estar. Sem uma demora, pessoas assim logo tomam à frente procurando expor primeiro o que pensam, fazem ou julgam como verdade ou, impróprio aos seus próprios olhos. No caso, o fariseu toma a si próprio, como régua de medição, o que é muito comum.
(v.11) Ele descreve ações que dificilmente naquela cultura, passariam impunes;
• Talvez inconformado por algo que não tinha, é que. Salmo 73.2-16
• Todas as investidas são cruéis e mortais.
(v.12) Tomando um passo mais adiante, por se achar inquestionável, ele declara a sua própria “justiça”. Isaías 64.6
• Jejua duas vezes por semana – o Jejum era um favor pessoal;
• Dizimava de tudo – o Dízimo era uma responsabilidade tanto jurídica como espiritual para todo o judeu. Malaquias 3.8-9

Atitudes que bem parecem com a imponência do pavão.
Incapaz de olhar os pés (sua vida), o fariseu não abre oportunidade para avaliar a natureza de suas palavras. Tão pouco o que as motivavam. Por quê?

A) FIXAÇÃO DE OLHAR INAPROPRIADO.
Salmos 84.10 “Pois um dia nos teus átrios vale mais que mi...”
Quando fixamos olhar de modo inapropriado, tudo muda de sentido.
O parecer de Asafe (v.17 ”até que entrei no santuário”) parece não ter sentido algum para este fariseu. Ele chega, entra e, não muda o sentido nem o fixar do olhar.
• O lugar toma outro sentido (Templo/Tribunal);
• Pessoas têm outro valor (Semelhante/Inimigo);
• A Oferta muda de significado (Gratidão/Indenização);

B) FIXAÇÃO DE PENSAMENTO EQUIVOCADO.
Salmos 42.7 “Um abismo chama outro abismo...”.
Pode-se afirmar que um abismo já existia em sua vida. O abismo da maldade, da presunção, e do tornar coisas sagradas em profanas.
• No momento da adoração, acusações não são cabíveis;
• No momento da adoração, avaliações alheias também não.

Isso ocorre quando o Orgulhoso Espiritual está instalado na pessoa. Ela se nega a fazer uma auto-avaliação dos seus próprios atos.
I Coríntios 11.28 “Examine-se, pois, o homem a si mesmo...”
II Coríntios 13.3-6 “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé..."
O termo “examinar”, traz a idéia de “apurar, atestar” ação comum entre ourives.
I Coríntios 3.12 “Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é...”

Implicações: Para Deus o critério de avaliação humana é inapropriado.
Cuide para que a preocupação com outros, não te impeça de oferecer a sua oferta.

A segunda causa é: FALTA DE SENSIBILIDADE DE SI MESMO.
O orgulhoso espiritual transmite para a pessoa, a falsa idéia de ser inatingível. Isto é; de ver-se incapaz de errar e de contrair falhas. Por conta disto, ela credita estar num grau acima de seus semelhantes, questionando a qualquer um que cruze o seu caminho. Naquele dia, era o publicano que cruzou o caminho do fariseu.
O publicano era a vítima e por assim ser, jamais passaria despercebido.

A) OBSESSÃO EM ENCONTRAR ALGO ERRADO (Vasculha).
Embora não acuse inicialmente o publicano de negligência na falta do jejum e do dizimar, ele impetra algo pior “denuncismo” sem provas.
• Levanta suspeita;
• Insinua de modo moral (morte em vida).
Na insinuação, mesmo que seja por falta de prova, a pessoa já está sob condenação.

B) NECESSIDADE EM ENCONTRAR ALGUÉM ERRADO.
Ele diz achar o que não é; impedindo-o de ouvir o que ele pode ser!
Não achando ser suficiente, o levantar da suspeita, APONTA um culpado.
• Todos SÃO: hipócritas, imaturos, descompromissados e incapazes.

Provérbios 28.26 “O que confia no seu próprio coração é insensato.”
Romanos 7.23 “Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado...”.
Jeremias 17.9 “Enganoso é o coração, mais do que...”.

Implicação: O Orgulhoso Espiritual tem prazer em expor pecados alheios, por não parar e se envergonhar dos seus. O grande perigo por traz daquele que impetra condenação aos outros, é descobrir que carrega sobre si uma mais pesada ainda.

A última causa é: ACOMODAÇÃO E FALTA DO DESEJO DE CRESCER.
A falta do desejo de crescer evidencia-se no modo como se ORA.
É surpreendente que Jesus não menciona a falta de oração. E sim, o uso indevido!

A) ORAÇÕES DE DISCURSO FECHADO.
Na PSICOLOGIA, uma das técnicas utilizadas para desviar a culpa do paciente é: CULPANDO – O que denominam de Projeção da Imagem.
• Em orações assim o falar de Deus é nulo para a pessoa;
• Em orações assim o ouvir e o receber se mostram cauterizados.
“orava de si, para si”

B) ORAÇÕES SEM CONFISSÃO DE PECADOS.
O Orgulhoso espiritual impede a pessoa de declara-se um pecador.
• Incapacita-o de receber conselhos.
• Impede-o de ver-se como alvo da mensagem de Deus.
• Impossibilita-o de reconhecer que precisa mudar e abandonar o erro.

Implicação: Sem uma abertura no falar, até o ato de pensar é proibido.
É preferível chegar de mãos vazias diante de Deus e sair de mãos cheias, do que chegar de mãos cheias e sair de mãos vazias.

CONCLUSÃO: Como são profundas as palavras de Deus! Por traz delas, observamos que o grande prejuízo sobre o que carrega a imagem de ser um ORGULHO ESPIRITUAL, é o de ser o mais vazio de todos. Um típico crente pavão.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Jesus, firme fundamento para a esperança.




Costuma-se dizer, que existem pelo menos dois elementos comuns e responsáveis pela desesperança dos homens; a esperança em excesso, que o põe numa esperar além da realidade e do que precisa; e a própria falta ao mínimo que tanto espera.

Ilustramos esse quadro, com milhares de pessoas que ainda madrugada, trocam seu precioso sono, pela difícil disputa de fichas nas portas dos Postos de Saúde, em peregrinação a uma consulta médica. Ao recebê-la, os corações se enchem de irradiante esperança e calma! Para poucas horas depois, como de costume é, serem informadas que por algum motivo banal, não serão mais atendidas. O esvaziamento da esperança contida nos corações é imediato! Deixando novamente um vazio, agora mesclado de decepção e dor.
Dessa forma, passamos a ver que o problema em torno da esperança, nem tanto é se ela existe; haja vista que ninguém vive sem ter uma esperança; mas no que ela está sendo firmada, no que comumente a empregamos.

Considere o que diz o apóstolo Paulo: Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. I Coríntios 15.19

Firmando como base, a pessoa do Senhor Jesus, como firme fundamento de nossa esperança, destacamos algumas razões que a Palavra de Deus, oferece no sentido que em Cristo, nenhuma esperança será frustrada.

I João 2.27-29

Boa parte das frustrações que temos na vida, se dá por aquilo que decidimos acreditar. Nem tudo que se acredita e deposita parte dos esforços, constitui como sendo algo verdadeiro. Ao escrever às igrejas da Ásia Menor, João alerta seus leitores a tomarem muito cuidado no que estavam ouvindo e de quem ouviam; pois, muitos falsos cristos estavam rodeando a Igreja. Não por menos, o Gnosticismo se infiltrava muito rapidamente, nas conversas e debates daquela sociedade. O objetivo tanto dos falsos cristos, como do gnosticismo era um só; remover a esperança que ora tinham os crentes, depositado em Jesus Cristo.

Como estabelecer a nossa esperança em Jesus, como firme fundamento?

Em primeiro lugar: LEMBRE DA UNÇÃO RECEBIDA. “a unção que dele recebeste”. (v.27)

Ao invés de estabelecer qualquer linha ideológica, filosófica e até mesmo espiritualista como o gnosticismo apregoava, João apresenta como prova, um aditivo que só o crente possuía, esse aditivo era a pessoa do Espírito Santo.

A) UNÇÃO INVARIÁVEL (Porto Seguro).
Mas o que nos confirma convosco em Cristo e o que nos ungiu é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações. II Coríntios 1.21-22

Toda a nossa garantia, tanto a de promessa como a de cumprimento é dada por Deus!
É invariável, porque concede ao crente o discernimento necessário para tomar decisão entre a verdade e a mentira.

É invariável porque o Espírito Santo é Deus. Atos 5.3-4

B) UNÇÃO DISCIPULADORA. (Pedagogo)
Em substituição a Lei, que servia para nós como Aio para levar-nos a Cristo, uma vez encontrando-o e aceitando-o, temos agora o constante auxílio do Espírito Santo, ensinando passo a passo, as coisas concernentes a Deus e a Sua vontade.

E não ensinará alguém mais a seu próximo, nem alguém, a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior, diz o SENHOR; porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados. Jeremias 31.34

Porque na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que vos convenha falar. Lucas 12.12

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. João 14.26

C) UNÇÃO QUE SARA.(Balsamo)
Ao usar o termo “unção”, João discorre, nos muitos benefícios que o Espírito Santo, exerce sobre o crente. Entre eles, o de sarar, tornar puro. Os judeus sabiam bem disso, pois lhes era algo bastante claro. A unção [como preparo], equivale aos remédios de manipulação de hoje. Contendo ervas aromáticas e medicinais, o resultado sobre o que era ungido era imediato! Um alívio abençoador, acompanhado por um frescor que ia até a alma aflita e angustiosa. Pois, Deus agia sobrenatural e soberanamente para trná-lo único!

A presença do Espírito Santo em nós é abençoadora, porque nos dá grande esperança.

É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Salmos 133.2

Recorrer ao Espírito Santo pela oração, nos momentos de angústia e tristezas, resultará em ser por Ele assistido.

Alternativas podem surgir no sentido de suprir necessidades físicas e emocionais, mas espirituais e morais, só com o Espírito de Deus.

Jesus, firme fundamento é, porque nos deu sua unção.

Em segundo lugar: LEMBRE DO RESGATE QUE OFERECE (v.28 “Filhinhos, agora, pois, permanecei nele...”)
A todo o instante encontramos pessoas tentando nos convencer de algo que julgam ser necessário para nós. Certamente que não podemos rejeitar a tudo, nem a todos!
Todavia, nos quesitos de fé e salvação, bem pouco merece atenção; isso também se aplica a prováveis pessoas a nossa volta.

Somado ao que creio já ser a direção do Espírito Santo, avalie quem merece receber a tua esperança pelo que em seu favor fez. As palavras podem soar doces, mas a intenção esta é a que vale!

Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Romanos 5.7-8

Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece. João 15.19

Em meio ao sofrimento alheio, nada tem se mostrado tão eficaz, do que a experiência de já tê-lo vivenciado como parte da vida.

(v.28 “Permanecei nele...”) Por quê?

Certamente, pelo que em sua vida providenciou resgate por nós.

A) RESGATOU A NOSSA DOR E O NOSSO SORIMENTO.
Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Hebreus 2.17

Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Hebreus 4.15

B) RESGATOU A SOLIDÃO MANTENDO-SE FIEL.
Toda prova de fidelidade, se dá na pessoa ter de passar pelo que não lhe seja necessário. Jesus não precisava passar em nosso lugar pelo que passou. Isto fez, por amor e por ser fiel. Também assim fez, para nos dizer que em nenhum outro momento, iria nos abandonar.

Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Hebreus 13.5

Não pode ser sensato o abandono de quem nunca nos abandonou. Permanecer com Cristo é depositar nossa esperança naquele que entre outras coisas se manterá fiel.

Jesus firme fundamento é, porque providenciou resgate para o pior em nossa vida.

Em último lugar: LEMBRE DO QUE PROPICIA. (v.29 “Se sabeis que ele é justo, reconhecei...)

Uma verdade que jamais pode ser esquecida. Somos em Cristo Jesus, nova criatura! Não estamos mais sujeitos a agir por conta própria, tão pouco para a nossa própria ruína. Como era a Lei de Talião “olho por olho, dente por dente”, antigo Código de Hamurabi.

A) VIVA CONFORME A SUA JUSTIÇA.
Ao invés de impetrar justiça própria, ao invés de revidar a medida do mal que injustamente recebeu, lembre-se que agora; você vive através da justiça de Jesus. Lembre que o nosso senso de justiça de nada vale perante ele. Isaías 64.6; Tiago 1.19-20

Quando praticamos a justiça outorgada por Jesus, podemos ter esperança.

B) ESPERE POR SUA JUSTIÇA.
Após ter assegurado a volta de Jesus, João chega enfim no momento de desafiar os crentes a permanecerem firmes!
Chegará em breve o dia em que o Senhor trará a luz, todas as coisas. Ele tem reunido cada coisa, para esse momento.

Tu estás perto, SENHOR, e todos os teus mandamentos são verdade. Quanto às tuas prescrições, há muito sei que as estabeleceste para sempre. Atenta para a minha aflição e livra-me, pois não me esqueço da tua lei. Defende a minha causa e liberta-me; vivifica-me, segundo a tua promessa. A salvação está longe dos ímpios, pois não procuram os teus decretos. Muitas, SENHOR, são as tuas misericórdias; vivifica-me, segundo os teus juízos. Salmo 119.151-156

Chegamos ao fim deste sermão, tendo uma certeza. Conforme vemos, o conceito de esperança deve perdurar por toda a vida; bem mais que a momentos apenas. Deve ser algo que propicia um caráter firme e que se fortalece a cada experiência da vida. Não pode favorecer o medo ou o engano. A verdadeira esperança não é efêmera. Não pode morrer por pouco, mas, sustenta na própria morte se necessário for. A esperança verdadeira, só pode ser desenvolvida se primeiramente, encontrada em Jesus Cristo.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O Melhor de uma Luta!


Uma revista francesa publicou o rankin dos dez esportistas mais bem pagos da atualidade. Dos dez, quatro deles tem o mesmo esporte como profissão. Você saberia dizer qual esporte seria este? Os quatro esportistas mais bem pagos da atualidade são lutadores.
Há bem poucos dias, a cinematografia brasileira premiou os melhores filmes de 2010; e o filme escolhido para receber o prêmio foi o campeão de bilheteria! Exatos 11.002.441 pessoas, assistiram nas primeiras semanas a apresentação do filme Tropa de Elite2.
É inegável que estes dois dados apresentam a violência como bem aceita pelas massas sociais. O que antes era tido como ato de vilão, agora é tido como ato de mocinho.
Pergunto: Seria o lutar algo tão vantajoso assim? Será que todas as vezes que lutamos, ganhamos? O lutar é regra de Deus para as nossas vidas?
Creio ser oportuno em momentos de crise, ou de mudança de hábitos e pensamentos, nos voltarmos para o que é regra para todos os tempos, o que na Palavra de Deus, encontramos como resposta a tais indagações.

Texto: Daniel 10

Idéia: O melhor de uma luta, é a certeza se devemos fazer ou não parte dela, e isso, com a direção de Deus.

No contexto, o profeta Daniel é escolhido por Deus para conhecer dados até então, restritos somente ao próprio Deus. São dados confidenciais próprios ao futuro como ao povo judeu.
O período da revelação é o da Grande Tribulação, e o teor é Apocalíptico, livro de Apocalipse de autoria do apóstolo João. Tratando-se desse contexto, é certo que o período é caracterizado por duras lutas. Lutas envolvendo todos os aspectos o esferas da vida humana, física, emocional e a espiritual, principal de todas.
Daí, podemos obter algumas verdades dessa revelação que fala de lutas, e tirar alguns princípios que a Palavra de Deus nos oferece como próprios ao nosso viver.

O primeiro princípio é O QUE NUMA LUTA É VERDADEIRO. (v.1 “a palavra é verdadeira e fala de um tempo prolongado”)
Amados, nem toda luta revela o que de fato ela é!
É comum após certo período de luta, descobrir que os ideais, já não são os mesmos do início. Que já não se justifica a permanência ou risco a correr.
Podemos saber de uma coisa! Só Deus, é quem pode revelar com precisão e veracidade o que está por traz de uma luta. A palavra de Deus, portanto é esclarecedora em questão específica. E tudo que Deus revelar saiba, é a VERDADE.

II Coríntios 13.8 Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade.

CONCORRER COM TUDO A NOSSA VIDA.
Já observou que nenhuma proposta de luta vem desprovida de “valor” ou “ameaça”? Sim, todas as vezes que uma luta bate a nossa porta, sugere que de alguma forma obteremos algo a mais na vida. Quando não traz essa idéia, oferece a ameaça de perca como proposta irrecusável.
Isso ocorre, porque toda luta vem imbuída da concorrência. Verdade, é, ninguém luta sem um valor em questão! Quer seja um bem, uma pessoa ou causa específica. Tudo têm o seu preço, e por isso é que lutamos.

CONSUMIR AS NOSSAS FORÇAS. (vv.2,8)
É assustador como às lutas nos consomem! Em reportagem na semana passada, um programa apresentou a força que a “anaconda brasileira” emprega sobre suas presas. Ao tomar uma ave como sua presa, ela empreendeu um acocho de 01:00hs ininterrupta. Se comparado a força que um homem que só pode empregar 0:15min, a anaconda seria vencedora.
Já no etxto bíblico, Daniel é consumido por lágrimas e dor. Dias a finco foram empregados naquele sofrimento. O resultado é obtido por suas próprias palavras. (v.8 “... e não restou força em mim...”) Obs.: Daniel era apenas um expectador!

II Samuel 14.31 Feriram, porém, aquele dia aos filisteus, desde Micmás até Aijalom; e o povo (ficou exausto) desfaleceu em extremo.

ELAS CAUSAM GRANDE TRISTEZA. (v.3)
Na simplicidade da vida humana, um dos melhores e mais accessíveis prazeres que compartilhamos é o ato de comer e beber bem. Sem dúvida, são coisas de “encher a nossa boca”, não é verdade?
Todavia, o ato de lutar rouba esse nosso prazer. Em alguns casos, a demora numa luta causa grande inanição a pessoa, que se abate, enfraquece e em casos mais extremos até perde sua vida.
Não é por menos, pois quando lutamos, costumamos empregar todas as nossas forças; físicas, emocionais e espirituais também.

Lucas 22.44 E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.


Implicações: Numa luta não é atingido somente àquele que nela está.
O ato de lutar não pode ser visto como sinônimo que tudo vai bem.
Não é comum sorri quando está lutando.

O segundo princípio é O POSICIONAMENTO DE UMA LUTA. (vv.12-13)
São importantes os dados apresentados aqui. Eles devem chamar a nossa atenção para o TEMPO e o LUGAR em que as lutas ora reveladas a Daniel se dariam.

Creio que toda luta tem três (03) características próprias:
(1) De ser situacional: Envolvendo pessoas, bens;
(2) De ser posicional: Envolvendo um ou vários territórios;
(3) De ser temporal: Envolvendo um determinado tempo.

Deus não quer que lutas sejam eternizadas em nossas vidas!

ELAS MARCAM POSIÇÃO.
Na luta revelada a Daniel, um ser angelical assegura que foi enviado da parte de Deus para consolá-lo. Todavia, o Príncipe do reino da Pérsia, um ser também sobrenatural, o impediu de chegar.
O que por certo podemos dizer é que toda luta tem seu início no campo da espiritualidade, estendendo-se aos campos emocionais e físicos.
O objetivo é um só: destruindo o espiritual, o emocional e físico também serão.

ELAS CONFIRMAM CONQUISTAS.
Sem dúvida que a natureza daquela luta era entre dois pólos, Deus e o Maligno.
Mas àquela luta era de um só vencedor, Deus.
Satanás, sempre procurará estabelecer através das lutas, novos campos para a sua atuação na vida do homem. Este, sempre foi o alvo para com o povo de Deus!
É muito comum, que nas lutas o povo de Deus esteja no centro.
Devemos ter muito cuidado para que as nossas lutas, não se travem no campo da deslealdade, contra o nosso próprio povo, isto é, contra o povo de Deus. Satanás tem obtido vitórias em lutas dessa natureza.

ELAS DEVEM OFERECER PRECIOSAS LIÇÕES. (v.11,19)
É certamente um grande alento quando procuramos o resultado final da luta revelada por Deus ao profeta Daniel.
As lições apresentadas aqui são variadas e preciosas.
Podemos destacar que o valor dessa luta, é que Deus concedera a Daniel, a certeza que era uma luta de Deus. Deus a executaria, os resultados eram garantidos, o povo seria vencedor! Daniel seria vencedor!
Destaca-se também, este grande ensinamento: Deus só luta em prol daquilo que AMA! Seu nome, Seu povo, a Verdade.
Bem poderíamos pensar, se o que é objeto das lutas que empregamos, trazem as mesmas motivações de Deus. Devemos sim, lutar! Por aquilo que seja objeto para o nosso amor.
Não devemos lutar! Por coisas as quais o nosso amor não deva estar presente: o mundo, dinheiro, pecado, mentira etc...

Pergunto: Pelo que lutamos? Pelo que deveríamos LUTAR?

Implicações: Lutar para perder não parece ser coisa sensata a fazer.
Lutar por aquilo que Deus declarou como perca ou impróprio a vida, certamente nos põe na posição de lutar contra Deus.
As nossas lutas devem no final, engrandecer o nome de Deus.

Conclusão: Algo que não pode passar despercebido. Daniel soube em meio aquela luta, o quanto era amado por Deus. Um amor que o pouparia de se fazer presente, de ser derrotado ainda que representado por outros dentre seu povo. Um amor que lhe dava a condição de ser mais que um vencedor. Romanos 8.27

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Igreja que usa bem o poder que possui, ora!






Pode até não ser algo declarado, mas pelo menos é consenso pensar que a forma como muitos definem o conceito de poder restringe-se a um desses três fatores: Um bom patrimônio físico ou financeiro, condição social; poder de influência na forma persuasão. Não ignoramos o fato que cada um desses fatores, carrega o seu poder de ação. E até digo que são fatores concedidos e usados por Deus.
Como deve ter percebido, citamos fatores que dependem da ação e responsabilidade humana. Mas, seriam apenas estes, os fatores que definem o que conhecemos como de poder?

Quando lemos um pouco da história da igreja, logo se percebe que esses mesmos fatores há bastante tempo, são considerados de grande importância. Sua relevância, portanto, não se dá só no âmbito secular da vida apenas, mas no religioso também. Basta lembrar que por séculos a finco, a igreja medieval se ostentou como uma “igreja de poder” com base nesses três fatores ora citados, patrimônio físico e financeiro, condição social e poder de influência. Não seria estranho que em nossos dias, encontrássemos igrejas ostentando-se nesses mesmos três pilares do passado.

Pergunto então: seriam esses os únicos fatores, já que como consenso são os que surgem,? O que caracteriza uma igreja de poder?

A resposta está na própria história da igreja. Quando esta passou a avaliar a sua esfera de poder com base nesses três fatores, não só fez uma escolha equivocada, como excluiu o que de mais poderoso tinha, o poder da oração.

O poder da igreja está no vínculo que ela mantém com o Senhor Jesus Cristo, através da oração.


Pergunto novamente: Como está o vínculo que a nossa igreja tem com Cristo? Como está o nível de poder que pensamos ter?

Em Atos 12.1-5 encontramos o seguinte:
Por aquele tempo, mandou o rei Herodes prender alguns da igreja para os maltratar, fazendo passar a fio de espada a Tiago, irmão de João. Vendo ser isto agradável aos judeus, prosseguiu, prendendo também a Pedro. E eram os dias dos pães asmos. Tendo-o feito prender, lançou-o no cárcere, entregando-o a quatro escoltas de quatro soldados cada uma, para o guardarem, tencionando apresentá-lo ao povo depois da Páscoa. Pedro, pois, estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele.

No contexto da passagem, encontramos a descrição de tempos difíceis. A igreja era assolada como em poucos momentos da história. Como se não bastasse a perseguição por parte dos judeus, os cristãos agora são considerados inimigos do estado, do Império Romano. A mudança na vida dos cristãos primitivos tinha de ser radical! Pois, desde, que Saulo que saíra em perseguição aos do caminho, as notícias corriam que ele sumira, e as coisas só pioravam com isso. Jerusalém não representava um lugar seguro, os cristãos agora dispersos, tinham que procurar outro lugar como sede para a igreja, e Antioquia, surge no como novo contexto para a igreja.
Herodes, no desejo de satisfazer a classe religiosa judaica, passa a fio de espada a Tiago, irmão de João e põe em cárcere a Pedro, muito provavelmente para dar o mesmo destino de Tiago. Só não fez, porque àqueles dias eram os dias de Páscoa. Em breve resumo, há um considerável acúmulo de problemas sobrevindo à igreja.

Em tais condições, nenhum dos três fatores citados acima como de poder, a igreja tinha. Não tinha patrimônio nem físico tão pouco financeiro, não tinha boa condição social, pois a “reputação” da igreja não era vista com bons olhos, embora fosse; tão pouco tinha influência, já que foram negadas todas as possibilidades de defesa.

Para muitos a falência da igreja era coisa certa! Era só uma questão de tempo e paciência.

Como então a igreja reagiu e respondeu a todas estas coisas?

A resposta que a igreja deu foi surpreendentemente poderosa, para todas as ameaças e ataques a sua demonstração de poder foi se pondo na presença de Deus em ORAÇÃO. (v.5b “mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele”.)


A oração é um sinônimo poder para a igreja, porque através desse poderoso recurso, ela DECLARA A SUA NECESSIDADE DE DEUS.
O que a igreja em si, podia fazer em face do império romano? O que a igreja em si, tinha a oferecer em troca como fiança? O que a igreja em si, podia alegrar em sua defesa? Nada, a não ser orar; e isso ela fez!
Quando a igreja se reúne em oração, ela está abrindo portas para que Deus a fale. Isso foi o que de imediato aconteceu a Pedro, agora em cárcere e com quatro escoltas de quatro soldados e a própria igreja reunida em oração.
As implicações aqui podem ser diversas, mas citamos apenas algumas:
Na impossibilidade de declarar sua defesa aos homens, a saída é orar; na falta de espaço para agir diante dos mesmos, o caminho é orar; quando as tristezas lhe sobrevierem por falta de respostas, busque a oração.
Veja o que diz Neemias 1.2-4. As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza, que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam e que restaram do cativeiro e acerca de Jerusalém. E disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo. E sucedeu que, ouvindo eu essas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.


A oração é um sinônimo de poder para a igreja, porque através desse poderoso recurso, elaDECLARA A SUA NECESSIDADE DE UNIÃO.
Isso contraria o que muitas vezes fazemos em face dos problemas que afetam nossas igrejas. Muitos decidem por não mais estarem juntos, perseverando e orando. Nada de errado de prurar um refúgio se necessário for! Lembre-se que a igreja estava refugiada, mas unida, perseverante e orando a Deus.
Na vida, quando sentimos a necessidade de algo, logo aplicamos em nossa vida alguns passos que nos ajudarão a suprir tal necessidade. Os passos são: conscientização (ato de reconhecer a necessidade); programação (ação para alcançar a necessidade); esforço ou sacrifício (investimento para sanar a necessidade).

É certo! Havendo seriedade e persistência de nossa parte nesses três passos, muito dificilmente qualquer necessidade ou problema persistirá por mais tempo.
Sempre que penso em união em torno de um propósito comum, lembro-me do esforço dos moradores da terra para construírem a Torre de Babel. Certamente que foi uma união com objetivos errados, mas o método empregado não foi, pois foi um método de grande poder de realização também. Veja! Gênesis 11.6 “e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.”


A oração é um sinônimo de poder para a igreja, porque através desse recurso, ela DECLARA A SUA NECESSIDADE DE OBTER VITÓRIAS.
Considere que a maior proposta da vida cristã é sintetizada pelo termo VITÓRIA! Em todas as áreas e esferas da vida humana. A própria RESSURREIÇÃO de nosso Senhor Jesus, representa a vitória em última instância, sobre o maior de todos os nossos medos que o homem tem; a MORTE. Romanos 8.37 Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.


O fim não poderia ser diferente! Diante daquela demonstração de que carecia do auxílio de Deus, a igreja que orava não ficou sem respostas. Pedro é retirado do cárcere por um anjo envidado da parte do Senhor e, já estando fora, sua reação foi: Atos 12.12 “Considerando ele a sua situação, resolveu ir à casa de Maria, mãe de João, cognominado Marcos, onde muitas pessoas estavam congregadas e oravam.
Não há dúvida que todo um evento histórico, sofre grande influência por parte de um grupo, chamado igreja, que em seu momento de perseguição e dor, decidiu colocar em ação o que tinha de mais poderoso, a oração. Fica então a lição que, igreja que tem poder, usa através da oração.
Pr. Sérgio Gledson

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ADVERSIDADE, período que Deus permite que recebamos ajuda.


Certo garotinho brincava no quintal de sua casa, quando inventou de remover uma enorme pedra, bem maior às suas próprias forças. Empurrou-a com as mãos, com os pés, com as mãos e os pés, com o corpo, costas, e a pedra simplesmente não se movia. De longe, seu pai que a observava disse: “Você ainda não usou todos os recursos, filho”. “Usei, sim, papai”, respondeu o pequeno já quase chorando. “Não você ainda não pediu a minha ajuda”.
O que parece engraçado, bem representa o modo como algumas vezes agimos na vida e diante dos obstáculos que surgem. Empenhamos uma força descomunal e brutal, empregamos nossas emoções e ainda assim, não conseguimos removê-las. O que então está faltando ou deixamos de fazer? Talvez, apenas não deixamos espaço para receber ajuda.
ADVERSIDADE, período em que temos para receber ajuda.
Algo que podemos ter como certo a quase toda adversidade é que sempre surgem de onde menos esperamos; revelando-se superiores as nossas forças ou capacidade.
Mas, nem tudo é de todo um mal. Através das adversidades, podemos conhecer algo novo acerca de nós; é possível conhecer algo da própria adversidade; conhecer mais acerca de Deus e, conhecer entre os que conhecemos novos amigos.
Samuel Tylor, certa vez disse: amigos são como árvores! Tanto na chuva como no sol, nos abrigarmos neles. Algo que certamente, o rei Davi experimentou em uma de suas maiores adversidades de vida.
No que acredito ter sido o mais duro dos “golpes” já sofridos pelo rei Davi, em que em levante de ordem familiar e militar, seu próprio filho, Absalão, tenta não só destroná-lo, como tirar sua própria vida. II Samuel 15.1-6 Deus tinha nas mãos o inacreditável, algo que Absalão nem o próprio rei Davi podiam esperar. Dava-se de uma maravilhosa revelação que mudaria as próximas horas, dias e o próprio futuro de ambos. Nada menos que homens fiéis e tementes a Deus, homens dispostos, a servir e a darem se necessário fosse, a própria vida. Por tais homens, Deus revelaria o que em Sua Palavra é exposto como alvo para todos os seus servos.
Note na expressão “depois disto” algo bem mais comum para nós, do que foi para o próprio Davi. O surgimento de sucessivas derrotas e acúmulo de problemas. A provável sensação que Davi sentira neste momento de sua vida, seja a que bem conhecemos, a que tudo escolheu vir de uma vez só, de um só tempo.

Mas a reação tomada por Davi difere certamente a de muitos de nós. Que ao invés de um revide, uma revanche ou lição, ele decide por não PROCURAR O CONFRONTO DIRETO.
Davi soube distinguir bem pessoas de situações. Em que nem todo mundo é igual, nem toda circunstância a mesma. Saber diferenciar o que dizemos ser o óbvio, nem sempre é fácil. Principalmente quando em meio às adversidades. A razão se dá porque as ADVERSIDADES tendem a fazer com que PERCAMOS O QUE É MAIS IMPORTANTE. (vv.13-14)
Não entenda a atitude de Davi como ato de covardia, não! Ele continuava sendo o mesmo Davi, só que agora, refletindo com mais serenidade. Não sair representaria perdas ainda maiores.
Outra razão é que as ADVERSIDADES tendem a fazer com que não nos PROGRAMEMOS PARA O DIA DE UM AMANHÃ.
A atitude de Davi foi por provisão ao dia de amanhã. Ele contava com as misericórdias de Deus, sobre si e sobre os seus. Algo esquecido por Absalão.
Por fim, que digo ser o pior de tudo, é que as ADVERSIDADES tendem a fazer com que ESQUEÇEMOS DE DEUS.
Teria Deus abandonado a Davi? Não estaria vendo tudo quanto seu servo passara? Não teria nada a dizer?
É sempre um grave e doloroso erro de nossa parte, traduzir o momentâneo silêncio de Deus como abandono. O Senhor é um justo legislador, tendo sempre a ultima palavra consigo. Deus não pode ser submergido pelas adversidades da vida nem tão pouco as que criamos.

Mas a reação de Davi foi fundamental para que o tempo fornecesse a oportunidade de ver pelas graciosas mãos do Senhor QUEM ERAM OS SERVOS DE DEUS E COMO SE MOSTRARIAM. (v.15) “Então, os servos do rei disseram ao rei: Eis aqui os teus servos, para tudo quanto determinar o rei, nosso senhor.”
Devemos entender estes servos, bem mais que propriamente servos do rei Davi não de Absalão. À primeira vista, até que assim parece. Todavia, não esqueçamos eram servos concedidos por Deus e tinham a sua devoção primária a Deus. .

Davi teria a revelação do MODO como os AMIGOS se apresentam. Provérbios 17.17 “Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão”. Salmos 32.7 “Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento.”
Eram amigos de confiança. (v.18)
E todos os seus servos iam a seu lado, como também todos os quereteus e todos os peleteus; e todos os geteus, seiscentos homens que vieram de Gate a pé, caminhavam diante do rei. RC
Todos os seus homens passaram ao pé dele; também toda a guarda real e todos os geteus, seiscentos homens que o seguiram de Gate, passaram adiante do rei. RA

Para concluirmos, temos alguns nomes que fizeram de um momento de ADVERSIDADE, a oportunidade de revelar a abençoadora ação de Deus sobre os seus quando em momentos de crise nos dá grandes amigos.
Itai, era recém chegado, mas de uma fidelidade madura como que de muitos anos. (v19). Itai é um amigo crente. (v21); Zadoque e Abiatar mostram-se como amigos que cuidam dos nossos bens, o que para nós é valioso também. (vv.25-27)
Husai, um amigo mais chegado. (v.37) Um amigo de dor e de alma. (vv.30-32)
Sobi, Maquie e Barzilai. Estes três revelam que na impossibilidade de agir sozinho, com poucas forças e recursos, o segredo é somar a outros assim como nós. Eles juntos, puderam socorrer a medida da necessidade. Homens de histórias interessantes! Sobi teve seu povo outrora dizimado por Davi. Ele é o tipo pessoa que mostra que um amigo não guarda ressentimentos. Maquir, o filho de Ló-Dabar, foi quem hospedou a pedido de Davi, o da casa de Saul, Mefibozete. Já Barzilai, este bem poderia justificar na sua avançada idade, a desculpa de não entrar naquela empreitada. Ele tinha por cerca de 80 anos de idade. Mas, aqui encontramos a certeza que a boa amizade, quanto mais experiente e madura, melhor será.
Certamente falta tempo para destacar o general Joabe. Amigo de ombro e de espada, um amigo para as horas difíceis. (19.1-2) Joabe serve de exemplo que ser amigo é saber falar ao coração.
Certamente que estes homens tinham suas falhas, suas imperfeições e diferenças também. Mas, o que desejamos destacar é que no momento de ADVERSIDADE, eles souberam assumir o lugar do próximo, deixando assim Deus usá-los como bem queria.
O Senhor reservou em cada amigo de Davi, meios de Davi se sentir guiado por Deus. Lembrado que eram homens primeiramente fiéis a Deus e verdadeiros exemplos para nós.
Estes homens souberam sair do anonimato e da adversidade, porque é dessa forma que surgem os verdadeiros amigos. Davi também soube valorizá-los e usá-los de modo a que juntos, dependessem de Deus.
Quero que juntos pensemos no mais provável. E se diante de todo esse investimento e empenho, Davi simplesmente não se mostrasse aberto a receber ajuda? Que fim você imagina que teria? Certamente o fim que Deus nos reservou contava com a aceitação por parte de Davi, a mesma aceitação que devemos ter para com Deus. Permitamos que Ele nos dirija em triunfo. Permita que em meio a adversidade, você receba ajuda.